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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Desigualdade social

Uns dias atrás li a colula da Míriam Leitão sobre a desigualdade social na China (veja aqui) e resolvi comentar o assunto. O meu objetivo não é esgotar a questão, mas somente levantar alguns pontos nos quais as pessoas raramente pensam.

Para a maior parte das pessoas a desigualdade social é um dos principais problemas do século XXI. É comum, por exemplo, se tratar a desigualdade como um mal em si próprio. É o ideário esquerdista de que todos devem ser iguais. Nesse caso, um presidente de empresa ganhar muito mais do que um operário seria injusto não importando as qualificações de um e de outro.

Na verdade, pouco se pensa nas causas e conseqüências da desigualdade. O problema da desigualdade se dá quando as oportunidades são diferentes. Quando um tem acesso a educação e o outro não, então a distribuição da renda será essencialmente injusta, uma vez que não reflete a diferença de talento ou esforço. É por isso que a ênfase deve ser sempre nos direitos iguais. Direitos iguais significam acesso a oportunidades, senão iguais, ao menos semelhantes.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as oportunidades são essencialmente semelhantes. Como mostram os economistas da Universidade de Chicago Gary Becker (vencedor do prêmio Nobel de economia) e Kevin Murphy (vencedor da medalha John Bates Clark), a desigualdade crescente nos Estados Unidos é reflexo dos crescentes retornos que a educação oferece (veja aqui). Assim, uma pessoa que tem diploma universitário ganha cada vez mais que uma pessoa que pára de estudar após completar o segundo grau. Como os economistas mostram, cada vez mais estudantes acabam optando por ir à universidade. Para o país o resultado não poderia ser melhor: o capital humano cresce, a força de trabalho se torna mais produtiva, e o país fica mais rico.

Já na China a desigualdade tem uma história diferente. O crescimento econômico estimulado pelo comércio internacional aumentou muito a desigualdade naquele país, mas também tirou milhões de pessoas da pobreza absoluta. Sem dúvida, o crescimento acelerado melhorou a vida dos chineses pobres. Mas ao contrário do caso americano, na China as oportunidades não são iguais. Lá a burocracia do partido comunista decide quem tem acesso as regiões desenvolvidas que propiciam uma vida melhor. Lá a burocracia estatal decide quem vai viver na pobreza do campo e quem vai ter oportunidades nas grandes cidades para onde o governo direciona os investimentos.

Portanto, a briga não deve ser contra a desigualdade na renda, mas sim contra a desigualdade de oportunidades. Todos sabem que os seres humanos têm diferentes aptidões: uns são mais competentes, outros mais trabalhadores, outros são simplesmente vagabundos. Quando a desigualdade reflete os diferentes talentos e contribuições de cada um, então ela é benefica. Por exemplo, quando o Kaká ganha milhões de dólares por ano nao há nada de injusto nisso: ele está entre os melhores jogadores do mundo. Todos têm oportunidade de mostrar o seu talento nos campos de futebol, mas apenas poucos têm a qualidade técnica do Kaká. Se alguém acha que o salário dele é alto demais, deve então se dedicar a ser jogador de futebol e auferir os lucros que tal posição proporciona. Mas só quem tentar vai saber da real dificuldade. Ficar na frente da televisão exigindo igualdade é fácil.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Estimulantes químicos de uso ilegal

Hoje vou comentar a matéria publicada no congressoemfoco.com pelo Osvaldo Martins Rizzo, engenheiro e ex-conselheiro do BNDES. Na sua coluna do dia 8 de junho ele resolve explicar a quebra do banco de investimentos americano Bear Sterns (veja aqui). O problema é que ele não entendeu patavinas do que aconteceu e ainda por cima usa aqueles velhos chavões cansados de quem tem raiva do mercado financeiro.

Vamos lá. Ele começa dizendo:

“Enroscado em uma teia de papéis de derivativos de crédito sem lastro, a instituição passou a perder a confiança dos investidores e, em menos de 72 horas, quebrou.”

Falso. A crise começou em agosto de 2007 e culminou com a venda do Bear Sterns para o JPMorgan em maio de 2008, portanto o banco não quebrou em menos de 72 horas. Quanto aos derivativos de crédito que causaram a queda do banco, os famosos asset-backed securities, como o próprio nome diz eram todos lastreados. Os títulos do Bear Sterns davam direito ao banco receber o pagamento das hipotecas à medida que fossem feitos. Se alguém atrasasse o pagamento a sua casa ía a leilão para cobrir o prejuízo. Ou seja, os imóveis garantiam o rendimento dos titulos (os títulos eram lastreados). O grande problema é que as pessoas começaram a calotar ao mesmo tempo em que os imóveis caíam de preço, ou seja, o banco teve grandes prejuízos com seus investimentos.

Depois:

Muitos aplicadores que, até às vésperas da bancarrota, possuíam cotas dos fundos mútuos administrados pelo banco, enxergando uma oportunidade de auferir lucros, as venderam e passaram a apostar contra o Bear Stearns acelerando a sua quebra.”

Erro primário. O autor confunde cotista de fundo mútuo com acionista. O cotista de um fundo mútuo dá o seu dinheiro para o Bear Sterns administrar. O acionista aposta que o banco vai ser lucrativo. São coisas totalmente diferentes.

Ele continua:

“Como chacais famintos, esses ex-parceiros decidiram que a caça estava ferida e mataram-na, temporariamente saciando sua sede de sangue.”

É aquela velha analogia: o capitalista é o lobo mau, o trabalhador o cordeiro indefeso, etc. Haja paciência...

O autor segue despejando ignorância e preconceito:

“Nesse imediatista ambiente de negócios movido pela especulação predatória, e também por vários estimulantes químicos de uso ilegal, não se valoriza a produção; o trabalho árduo e a perseverança em se alcançar metas gratificantes de prazos mais longos.”

Aqui o autor insinua que quem trabalha no mercado financeiro usa drogas (“estimulantes químicos de uso ilegal”), o que é mais um daqueles rótulos burros, preconceituosos e ultrapassados. Depois o autor insinua que o capitalismo no modelo americano não valoriza a produção, o trabalho árduo e a perseverança. Mas não são os EUA o país mais rico e desenvolvido do mundo? Como chegariam lá se não com perseverança e trabalho árduo? E como ser rico sem produção?

E olhem essa:

“Entorpecidos pelos efeitos alucinógenos causados pela insana ganância, os financistas estão esquecendo que terras, casas, prédios, máquinas, etc são os verdadeiros e únicos ativos. Os papéis (bônus; ações; títulos; etc) não são bens, mas apenas indicam quem é o proprietário deles num determinado momento histórico. O valor do título de propriedade como objeto é ínfimo perante o bem material correspondente.

Dããããã. Será que quando alguém compra R$ 10 milhões em ações da Petrobras acha realmente que está comprando um pedaço de papel? Ou que quem compra um apartamento se confunde e acha que na verdade está comprando apenas a escritura cheia de carimbos e assinaturas? Fala sério seu Osvaldo!

Espero que o Sr. Osvaldo não tenha usado “estimulantes químicos de uso ilegal” para escrever o artigo. Mas não sei não...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Contramão

“Long live the Unity of Latin America” – Hugo Chávez

O presidente Lula afirmou ontem no seu programa de rádio semanal que a América do Sul caminha para a criação de uma moeda e Banco Central únicos, o que, segundo ele, tornaria os países membros “mais fortes e mais soberanos” (veja aqui).

Será mesmo? Obviamente o presidente não explica de que forma nos tornaremos mais fortes e mais soberanos ao termos a mesma moeda que a Bolívia, o Paraguai, a Venezuela, e outros mais.

Uma união monetária nos moldes da União Européia tem custos e benefícios. O maior benefício é uma maior abertura entre os países membros devido aos menores custos de transação. Esse benefício se faz mais importante quanto maior for o comércio e o investimento entre os países membros. Para se ter um exemplo, Bélgica e Luxemburgo exportavam 57% do seu PIB para outros países da UE em 2000, enquanto a Alemanha exportava 15.9% (fonte: EU - Commission European Economy, statistical appendix, www.europa.eu.int).

E quanto ao Brasil? Em 2007 o Brasil exportou US$ 161 bilhões, dos quais apenas US$ 17 bilhões foram para o Mercosul e US$ 10 bilhões para a Comunidade Andina das Nações (fonte: Secretaria de Comércio Exterior). Como o nosso PIB gira em torno de US$ 1.4 trilhão, podemos facilmente perceber que a importância desses países para a nossa economia é muito baixa. Ou seja, o comércio com os outros países da América do Sul teria que se multiplicar muitas vezes para justificar uma união monetária com esses países.

Um outro fator para vários países que se juntaram ao Euro foi poder se beneficiar da reputação do banco central alemão como defensor de uma moeda forte e estável. No nosso caso alguém acredita seriamente que podemos ter um benefício semelhante com o banco centrais argentinos, bolivianos, venezuelanos, ou paraguaios?

E quanto às desvantagens? Bem, a mais importante é que perderíamos a nossa independência monetária. Isso quer dizer que não mais poderíamos definir as taxas de juros ou câmbio de acordo com as nossas necessidades e teríamos que acomodar as necessidades dos outros países. Esse custo pode ser mais ou menos importante de acordo com a semelhança entre os países. Países parecidos têm necessiades parecidas.

Vários critérios podem ser usados para determinar os custos da política monetária comum. Os custos tendem a ser menores quando os ciclos econômicos são sincronizados, quando os fatores de produção (trabalho por exemplo) são móveis, quando preços e salários são flexíveis, e quando a redistribuição de recursos fiscais é coordenada. No caso da América do Sul os custos serão bastante altos, pois as economias são bastante diferentes entre si, a força de trabalho não é nada flexível (é raro o caso de um brasileiro se mudando pra Venezuela ou vice-versa), salários são bastante rígidos em todos os países sul-americanos, e não há a menor integração fiscal (imagina a chiadeira dos argentinos se tiverem que mandar dinheiro pro Brasil porque estamos em recessão).

Resumindo, os custos da união monetária são altos e o benefício é baixo. Não faz o menor sentindo abrirmos mão da soberania sobre a moeda sem termos praticamente nenhum benefício em troca. Essa história de “mais fortes e mais soberanos” não passa de balela do governo petista e mais um passo na direção da integração com governos como o de Chávez, Morales e Kirchner, todos com inclinações anti-democráticas e anti-capitalistas.

Vamos acelerando na contramão. Histórias assim não acabam bem...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Conexões perigosas

É difícil de acreditar, mas consegui descobrir uma colunista pior do que o Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo. O nome da figura é Márcia Denser e ela escreve no site Congresso em Foco. Escritora, jornalista, publicitária e comunista raivosa, ela se mete a escrever sobre política e economia. O problema é que ela não tem a menor noção sobre o que está escrevendo. Vou comentar somente as maiores barbaridades, pois caso contrário a coluna viraria livro.

Na sua última coluna (veja aqui) ela começa dizendo:

“Lembro apenas que a crise de alimentos tem tudo a ver com a crise financeira, mas como a população é caolha e absolutamente desinformada, nada mais me resta senão tentar estabelecer tal conexão...”

Já deu pra ver o naipe não é mesmo? Pois bem, ela diz que vai explicar a conexão entre a crise dos alimentos e a crise financeira. De fato devo estar no meio da população caolha, pois não sabia da tal conexão. Então fui lendo, lendo e nada da conexão. Até que ela escreve:

“...a financeirização oculta a abissal dissociação entre capital financeiro e capital produtivo (e é aí que entram os alimentos), o que determina que, em qualquer momento, os títulos fiduciários começam a perder seu valor de troca e transformar-se em lixo.”

Ahhhhhh. Os alimentos entram aí, entendeu? Pois ela só pode estar de sacanagem!!! É demais. Essa baboseira não faz o menor sentido! O que ela quer dizer com a “financeirização oculta a dissociação entre capital financeiro e capital produtivo”? E o que os alimentos têm a ver com isso? Não só ela não explica a tal conexão como também passa recibo de que não faz idéia do que está falando.

E depois de chamar a economia americana de “economia de papel”, ela diz:

“...durante essa década [90] o valor das ações [americanas] cresceu 1.000%, mas a economia real cresceu apenas 50%."

1.000%? Não preciso nem olhar os números pra saber que a bolsa americana não cresceu de valor 10 vezes na década de 90*. O pior é que ela não tem nem ao menos senso crítico pra perceber que o número não pode estar correto. Mas olhem a fonte dela que interessante: Declaração do Comitê Equatoriano contra a Alca, 2002. Precisa dizer mais?

Fica a minha sugestão para que ela desista de comentar economia e política e volte a organizar livros sobre contos eróticos. Todos sairão ganhando.

*Na verdade o S&P 500 cresceu 315.7% na década de 90. Fonte: Yahoo!Finance.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Arroz com Leitão

O governo Lula proibiu quarta-feira a exportação de arroz dos estoques públicos com o objetivo de segurar os preços no mercado interno. A ameaça do governo, caso os preços internos não caiam, é fazer o mesmo com o setor privado, instituindo tarifas de exportação ou mesmo a total proibição (veja aqui).

Então. A primeira coisa que se aprende em qualquer curso sério de economia é que os preços são o principal mecanismo de sinalização que os agentes têm para alocar recursos excassos. E que quando se restringe o funcionamento dos mercados a eficiência econômica diminui.

No caso do arroz, o resultado é óbvio: prejuízo para os agricultores. Mas a coisa não pára por aí. A se confirmarem as restrições impostas pelo governo, a consequência será menos agricultores plantando arroz para a safra do ano que vem, resultando em uma oferta menor do produto e um preço maior pra o consumidor. Ou seja, exatamente o oposto do que pretende o governo.

Querer controlar os preços do arroz é uma intromissão desnecessária em uma matéria que deve ser puramente privada.

Mas o PT ter políticas econômicas populistas e idiotas não espanta ninguém. Triste é a Míriam Leitão achar a idéia boa (veja aqui). A sua evidência é que países como China, Índia, Indonésia e Malásia fizeram o mesmo. Como se esses países dessem bom exemplo de política econômica! É demais. Das duas uma: ou ela não entende nada de economia, ou resolveu dar apoio político ao PT (quem sabe as duas coisas). O pior é que ela espalha essas barbaridades na Rede Globo, na Globo News, na rário CBN e no jornal O Globo.

A essa altura, quem planta milho deve estar de cabelos em pé.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Gravidez pequenininha

O professor de economia da USP Fernando Homem de Melo, disse em entrevista ao Espaço Aberto da Globonews que o Banco Central errou ao subir os juros porque a inflação é nos preços dos alimentos (veja aqui). O raciocínio é que a alta nos preços dos alimentos no mercado doméstico é causada pela alta internacional nos preços das commodities agrícolas. Ora, se os juros no Brasil não afetam os preços internacionais das commodities, então não adianta subir os juros. Ainda segundo o economista subir os juros só serve pra baixar o dólar.

É demais. Será que ele não sabe que um real mais forte significa preços mais baixos (em reais) das commodities agrícolas? Será que ele não reconhece que esse é precisamente um dos mecanismos que vai ajudar a segurar o preço dos alimentos e a inflação? Será que ele já se esqueceu que “inflação pequenininha é como gravidez pequenininha”?

O compromisso do BC é com a meta de inflação, e não com os exportadores de café (veja aqui).

domingo, 20 de abril de 2008

Vai doer no bolso

O Lula é frouxo. Isso ficou mais do que evidente quando o governo boliviano estatizou ativos da Petrobras na Bolívia pagando valores substancialmente abaixo do valor de mercado e forçou o Brasil a renegociar o preço pago pelo gás boliviano antes do término do contrato. O governo brasileiro nem mesmo chiou. O pior é que menos de um ano depois a Petrobras anunciava novos investimentos na Bolívia (veja aqui).

Com a reputação de frouxo do Lula firmemente estabelecida, não tardaria pro Paraguai querer tirar uma casquinha também. Pois então, hoje é dia de eleição no Paraguai, e não é difícil de imaginar a proposta que ganha força por lá. É isso mesmo. Renegociar as tarifas que o Brasil paga pela energia de Itaipu (veja aqui, aqui e aqui). O argumento principal é de que o atual acordo não tem validade porque foi assinado por uma ditadura militar. O argumento faz sentido, uma vez que se o governo não é legítimo, então a população não deve ser obrigada a honrar os seus compromissos. Ou seja, quem assina acordos com ditaduras deve estar preparado pra quebras de contrato.

Resta ao brasileiro se preparar pra mais um aumento nos preços da energia.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cada macaco no seu galho

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que usar produtos alimentícios pra fazer biocombustíveis representa um grave problema moral porque eleva o preço dos alimentos (veja aqui). É demais.

O FMI não deve entrar nessa de discutir moralidade dos preços dos alimentos. Primeiro porque não é da alçada deles. Segundo porque se formos entrar no mérito da moralidade dos preços, a conversa vai ser longa. Quem é que pode dizer se um preço é moral ou não? Qual o critério? Moralidade se aplica apenas aos preços dos alimentos ou dos medicamentos também? E quanto aos preços dos livros? E do algodão, cabelereiro, academia de ginástica? Já viram aonde vou chegar né? Uma vez que se começa a discussão, ela não tem fim. Se um preço tem moral, todos os preços têm moral. E se formos querer definir cada preço, então por necessidade teremos que planejar toda economia.

O retrospecto do FMI nas crises financeiras não é dos mais brilhantes. Tudo bem, na maior parte das vezes os políticos populistas é que faziam cagada. Mas se estão sem nada melhor pra fazer, tirem férias, porque discutir moralidade de preços é coisa de comunista.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Relaxa e Goza

O Globo noticia hoje que o governo federal vai inaugurar uma fábrica estatal de camisinhas no Acre (veja aqui). É demais. Já ouvi todo tipo de baboseira para justificar investimento público em uma esfera que deveria ser privada: interesses estratégicos, segurança nacional, desenvolvimento de tecnologia, luta contra monopólios privados, desenvolvimento regional, etc. Mas fábrica de camisinhas no Acre? Será que há falta de camisinhas no Brasil? Será que o governo brasileiro produzirá camisinhas mais barato que o setor privado? Ou de maior qualidade? Desenvolveremos novas tecnologias? Será que não há nada melhor pra fazer com o dinheiro?

É difícil crer que essa fábrica tenha qualquer propósito que não seja político. E todos sabem qual é o destino de mais esse empreendimento federal: cabide de empregos, superfaturamento, ineficiência, etc. E, como sempre, quem mais sai perdendo é o pobre ignorante, ou alguém duvida que o único comprador dessas camisinhas será o Ministério da Saúde que as distribuirá de graça nas suas campanhas públicas e nos hospitais?